Sala de aula digital Por Luiz Gonzaga Bertelli*
O desenvolvimento da tecnologia é um processo irreversível e existe para facilitar os rumos da vida moderna. Como pensar em um mundo melhor sem os avanços da medicina, sem as descobertas da ciência, sem os progressos nas telecomunicações? A revolução tecnológica do século 21, relacionada à produção de chips, nanotecnologia e robótica, trouxe à sociedade as maravilhas do mundo digital, incorporados nos laptops, smatphones, tablets e demais aparelhos que fazem a cabeça das gerações
Y e Z.
A EaD leva aos estudantes de fora dos grandes centros a mesma qualidade de ensino de que dispõem os moradores das metrópoles. Também existe a falsa ideia de que os cursos são menos exigentes. O aluno que se matricular pensando assim poderá ter dificuldade para concluir o curso, que, na maioria dos casos, exige organização e disciplina.
O CIEE, entidade com 50 anos de experiência na inserção de jovens no mercado de trabalho, propõe o estágio como forma adequada de trabalhar a prática do aluno de EaD nas empresas e órgãos públicos, possibilitando a ele vivenciar a carreira escolhida e complementar sua formação teórica.
Também oferece uma gama de cursos gratuitos de EaD para facilitar a ação dos estagiários nos processos seletivos e no desempenho da capacitação prática, disponíveis no portal www.ciee.org.br. A educação não pode lutar contra a tecnologia, mas precisa aproveitar o que ela traz de benefícios para o ensino-aprendizagem.
Fonte: CanalTech Corporate
Uma escola sem barreiras:
espaços adaptados para alunos com deficiência
Com criatividade o envolvimento da equipe, medidas simples podem facilitar o acesso e a inclusão de todos.
Quando a Educação começou a se massificar no Brasil, na primeira metade do século 20, crianças com deficiência ainda eram tratadas como caso de saúde. Estavam fora das escolas, que foram construídas sem que se levassem em consideração as necessidades especiais que elas pudessem ter. A transformação do espaço físico, portanto, é um dos desafios a superar neste momento, em que todos os que têm deficiência devem estar matriculados na rede de ensino regular.
"Transferimos a turma para uma sala maior porque o João Vitor se locomove em cadeira de rodas, e passei a organizar a classe em grupos, dois de cinco e dois de seis, para abrir mais espaço para a circulação dele", explica Amanda. "Além disso, em grupos também podemos desenvolver diversas atividades." A psicopedagoga Daniela Alonso, consultora da área de inclusão e selecionadora do Prêmio Victor Civita - Educador Nota 10, aprova a iniciativa da professora. "A reorganização do espaço físico é a função inicial da escola e pequenas mudanças podem garantir a acessibilidade da criança às aulas."
"Utilizar a percepção tátil com a ajuda da monitora é uma forma de reconhecer as competências do menino e pode ser um estímulo para novas aquisições." Daniela também elogia a designação da professora monitora. "O quadro docente foi reorganizado para atender a uma necessidade específica. É importante que as duas participem de reuniões periódicas, integrando o trabalho com especialistas da Educação Especial", aconselha.
Arremessos pelo som
Em Taboão da Serra, na região metropolitana de São Paulo, a EMEF Antônio Fenólio trabalha com 25 incluídos em salas regulares. A unidade, que desde 2002 mantém uma sala de recursos, também conta com o apoio de uma equipe preparada para dar suporte pedagógico aos professores e orientações aos jovens no contraturno. Ali, algumas flexibilizações de espaço foram feitas pelo professor Anderson Martins para permitir a participação de quem tem deficiência visual nas aulas de Educação Física.
Foto: Marcelo Min
BASQUETE SONORO - A adaptação da quadra pelo professor Martins permitiu a participação de Tainara.
Além das propostas diversificadas, também podem fazer parte das aulas de Educação Física, nos conteúdos correspondentes, o estudo e o conhecimento de práticas específicas para deficientes. "Um bom exemplo é o reconhecimento das modalidades paraolímpicas, que crescem no Brasil", sugere Daniela.
Momento da roda
Em Ananindeua, na região metropolitana de Belém, o Centro Educacional Sesc Ananindeua trabalha com inclusão desde 1995 e, atualmente, conta com dez crianças com deficiência em salas regulares. Na Educação Infantil, está Glenda de Moraes de Magalhães, 5 anos, que não anda e tem comprometimento motor.
Outra adequação foi feita nas atividades diversificadas (ou cantos). Em geral, os pequenos trocam de mesa para realizar todas as propostas. Com a flexibilização adotada por Andreza, eles permanecem nos grupos e os diversos materiais percorrem as mesas. "Assim a Glenda não precisa se locomover e pode participar também." Nas atividades diversificadas, são trabalhados ao mesmo tempo jogos educativos, como quebra-cabeça, dominó e jogo da memória, leitura de histórias, desenho etc.
Fonte: Revista da Escola

















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